terça-feira, 8 de outubro de 2013

Nove Vidas e Um Poema





Escreverei um tão inexplicável poema,
Sujas palavras de quem passa vulgar,
Que só aos mortos caberá prestigiá-lo
E quando vivos estiverem todos, o que é prudente,
Jamais o leiam, nem mesmo em pensamento,
Pois é meu costume alimentar os gatos
Com tragédias do amor e nove vidas.


9 comentários:

jorge pimenta disse...

para cada morte, nove renasceres: afinal, tudo segredos de um segredo maior. para a epifania, tantos iniciaram corridas ao ouro, ousaram arco-íris inflamados e adivinharam mundos em cintilação suprema, de tudo tantos tentaram acabando em cilada, a cabeça a estremecer com todo o fascínio da resolução do enigma absoluto. até as oito vidas por-conquistar perderam para sempre e do amor nem a tragédia ganharam. oh...

maravilha, ira! beijo-te essas mãos que ensinam a vida!

Bípede Falante disse...

muito bom!
alimentar com amor e com vidas.

beijos

Joelma B. disse...

lira catalizadora...

beijo, Ira brilhantíssima!

Cris de Souza disse...

Um caminnho chamado beco.

Beijos!

Tania regina Contreiras disse...

Inspiradíssima, garota! Tiro meu chapéu pra vc sempre!

Beijos, Ira bela!

Assis Freitas disse...

o alimento de múltiplos


beijo

Domingos Barroso disse...

como se caminhasse sob um sol tépido e me curvasse a ler em uma lápide o poema que agora me atinge
tão íntimo... (emocionado)


beijo carinhoso,
Ira...

Marco Rocca disse...

Amo os poemas existenciais, deixam-me refletir sob aspectos que não quero ver...

Américo do Sul disse...

intrigante, de forma inexplicável, tuas palavras alimentam o imaginário... São asas q fazem voar...

Grato, Ira, pela possibilidade da leitura.